segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Farpas





Vivemos em tempos de guerra
Reféns em meio a tanta violência
Dia a dia gritando por socorro 
Mas sem uma mão firme para nos amparar

Dia após dia vemos tanta gente
Que não se fartam desta calamidade
Em seus corações não se cansam do que é mal

De ver a perversidade
Em sua escalada devastadora
Arrasando e arrastando vidas
Em uma enxurrada de sangue

São tantas vidas pelo mundo arrancadas
Vidas feridas, vidas marcadas por farpas
E que para sempre serão lembradas
Por não poderem ser retiradas

Por conta das muitas vidas que são levadas
De forma bruta!
De forma tão estupida!
Que não fazem o minimo sentido

Como aceitar que por menos que nada
Uma mão se levanta sem oportunidade para o perdão?
Como aceitar que de fato estamos em uma guerra
Que não tem nenhuma razão para existir?

Estamos brigamos dia após dia contra nós mesmos
E não temos ganhado nada com isto

Apenas mais dores em corações já sofridos
Que lamentam pela dureza da vida
Quando é tomada pelo desejo de vingança
E se apressa em derramar mais sangue

Acreditando ser a melhor saída
O derramar de mais lágrimas
Para justificar o derramar de lágrimas
Desprezando que só amargamos prejuízos

E que jamais sairemos ganhando nada com isto
Apenas mais dores em corações já tão sofridos
Corações castigados por tantas farpas
Que as vezes atingem a alma

Mostrando toda impotência
E nos reduzindo ao nada
Em meio à tantas lágrimas
Que correm inconsoladas, inconformadas

Dentro dentro desta guerra travada
Que arruína tantas vidas
E assola tantos caminhos
Mas que não tem nos levado a nada


                                                         Por Will Aflagal

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Breve Comentário

Minha foto
Comecei com meus primeiros escritos por volta de 1988. Uma forma que encontrei para traduzir uma parte de meus pensamentos e sentimentos, pondo para fora assim algumas questões de meu coração. No decorrer dos anos, os pensamentos foram modelados e o coração domado, inserindo assim a cada sentimento e a cada pensamento um tom mais poético. Aproximadamente em 1999 comecei a trabalhar em uma história, que a partir de 2004 passei a chama-la de “Universo” devido à grande semelhança do universo com a mente humana. Ambos são infinitos e se conhece pouco sobre eles. Em 2008, 20 anos após meus primeiros versos, lancei na XX Bienal Internacional Do Livro De São Paulo a segunda parte da saga “Universo”, intitulada como Lais Stone. Neste blog procuro compartilhar um pouco do que escrevo, versos e pensamentos, e alguns registros em fotos. Obrigado pela visita, e seja bem-vindo a esta Galáxia.