quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ignorância






Entendo a imperfeição da vida  
Os nossos passos e constantes tropeços
Tudo o que faz de nós por mais da busca pela perfeição
Seres que vivem persistindo nos erros

Mas, em meio a tantos erros
O pior é o de viver a ofendermos
Em falatórios inúteis, desqualificando a tantos
E assim gerando combustível para o ódio queimar

E deste combustível queimado
Gerando muita fumaça a nos poluir
E a nos contaminar com mais ódio
Ao passo em que queima- se o combustível
E não se evita o inalar da fumaça

O que nos faz viver intoxicados
Em constantes falatórios
Sobre o que não sabemos
Com palavras inúteis 
Sobre a vida de tantas pessoas

Que vez por outra enfrentam dificuldades
E em nosso muito falar
Como se fossemos senhores da verdade
Ou juízes imaculados a julgar a vida
Revelamos no mais secreto de nosso coração
O desejo de que jamais saiam de lá

Entre as tantas lutas da vida
A principal é pelo saber
Saber  falar de forma positiva
Sobre a vida
Sobre as pessoas
E sobre muitas outras coisas

Para que as palavras não se tornem combustível
Que serve apenas para alimentar o ódio

Porque as pessoas muitas vezes
Numa extrema falta de entendimento
Não sabem o que falam perdendo o respeito
Vagando no vazio do próprio pensamento

Sem dar importância a cada palavra que proferem
E não tendo noção de um uso coerente das palavras
Soltam tudo o que pensam, tendo isto como uma qualidade
Tantas palavras pejorativas justificadas como sinceridade  

 E em tudo, o que é mais triste
Dificilmente se retratam dos absurdos que dizem


                                                    By Will Aflagal 

Nenhum comentário:

Breve Comentário

Minha foto
Comecei com meus primeiros escritos por volta de 1988. Uma forma que encontrei para traduzir uma parte de meus pensamentos e sentimentos, pondo para fora assim algumas questões de meu coração. No decorrer dos anos, os pensamentos foram modelados e o coração domado, inserindo assim a cada sentimento e a cada pensamento um tom mais poético. Aproximadamente em 1999 comecei a trabalhar em uma história, que a partir de 2004 passei a chama-la de “Universo” devido à grande semelhança do universo com a mente humana. Ambos são infinitos e se conhece pouco sobre eles. Em 2008, 20 anos após meus primeiros versos, lancei na XX Bienal Internacional Do Livro De São Paulo a segunda parte da saga “Universo”, intitulada como Lais Stone. Neste blog procuro compartilhar um pouco do que escrevo, versos e pensamentos, e alguns registros em fotos. Obrigado pela visita, e seja bem-vindo a esta Galáxia.