terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Mamangavas


      

    Neste post procuro falar de forma resumida sobre a importância das mamangavas no ecossistema do planeta, já que possuem uma grande diversidade de espécie e demandaria um artigo bem maior para poder falar amplamente sobre esta espécie de abelha e todos seus gêneros.
      Procuro abordar o assunto passando as informações mais relevantes sobre o tema.







 Mamangavas 


       A ordem Hymenoptera é um dos maiores grupos dentre os insetos, englobando as diversas famílias de abelhas, vespas e formigas. Aqui, vamos deixar de lado as vespas e formigas e vamos ao objetivo, que é uma das classes dentre a diversidade das abelhas, as mamangavas.
        
       A maioria das espécies de abelhas são animais dóceis que não costumam ferroar ou não possuem ferrões. Ter uma abelha voando ao redor não representa perigo, a não ser que se tente ataca-la ou encoste em alguma acidentalmente, pois não é comum o ataque sem uma causa para isto e por não serem animais de comportamento agressivo, salvo em caso de serem atacadas, oferecem pouco risco aos seres humanos. Até mesmo próximo a suas colmeias, a maioria das abelhas não atacam fora de situações que lhes ofereçam algum tipo de risco.

      Como exceção a esta regra, encontramos as abelhas africanas, que por serem muito sensíveis podem atacar, caso elas sintam que uma “presença estranha” no ambiente pode pôr em risco a integridade de sua colmeia, salientando que barulhos e movimentos bruscos podem irritá-las a ponto de causar um ataque repentino.
       
       Em questão das mamangavas, em todo globo terrestre encontramos diversas espécies destas abelhas, apenas no Brasil existem catalogadas aproximadamente cinquenta e duas espécies, pertencentes a várias famílias e gêneros, onde os mais comuns são:

       Bombus

       Eulaema

       Centris

       Xylocopa

       Epicharis

       Chegam a medir entre 2,5 a 3 centímetros, de acordo com sua espécie, e também segundo a espécie, algumas tem uma longevidade média de 28 dias.
Cada espécie de mamangava tem suas preferencias na forma de fazerem seus ninhos, que podem ser forrados com pedaços de palha em ocos de árvores ou no solo, quando feitos no solo, são preferidos barrancos, podendo também fazer seus ninhos debaixo do piso de casas ou nos jardins, ou ainda em tocas abandonadas de outros animais. As abelhas em geral não suportam o frio, mas estes insetos podem ser encontradas até nas regiões mais frias do mundo.
       
       São importantes agentes polinizadores, há uma relação muito interessante entre o maracujazeiro e a abelha mamangava. O primeiro oferece néctar e pólen às mamangavas, e estas ao ir buscá-los  acabam  realizando a polinização da planta. A polinização consiste no transporte de grãos de pólen da antera(órgão reprodutor masculino) de uma flor até o estigma (órgão reprodutor feminino)  de outra ou da mesma flor.  A mamangava é o principal polinizador do maracujazeiro, sua anatomia permite que enquanto ela busca o néctar na flor seu abdômen superior fique em contato com a antera transferindo assim o pólen para a mamangava e sua movimentação em diferentes flores faz com que o pólen entre em contato com o estigma, dessa forma está feita a polinização. A relação entre estas duas espécies permite a produção de semente pelo maracujazeiro e consequentemente perpetuação de sua espécie,  já a abelha obtêm alimento e além disso, garante o sustento futuro das novas mamangavas, caso as sementes do maracujá germinem.
       
       As abelhas do gênero Apis que são as que mais conseguiram se expandir pelo globo terrestre, nas regiões mais frias onde sobrevivem, podem ficar inativas por um período de até seis meses durante o ano. Daí a importância das mamangavas, que hibernam por menor período. 

       Os orquidófilos não se agradam de sua presença nos orquidários pois polinizam as orquídeas do gênero Cattleyas e Laelias Purpuratas, e estas soltam capsulas de sementes que atrasam a planta, o que não é bom para eles.

       Devido as espécies que se encontram pelo Brasil serem em sua maioria nativas e de grande importância ao nosso eco sistema, sua perseguição, destruição, caça ou apanha é proibida de acordo com a Lei Federal de número 9605 de 12 de Fevereiro de 1998 - Artigo 29

       Podem alcançar uma distancia de mais de 80 km voando em linha reta, apesar de ser um inseto pesado. Intimidam qualquer um com seu grande porte, só pelo barulho emitido por suas asas, mas, contudo, as mamangavas, como a maioria das especies de abelhas, são mansas, apesar de possuírem um ferrão perigoso, e serem capazes de ferroar diversas vezes a vitima sem perde-los, caso se encontrem em uma situação onde avaliem como de risco.

       São abelhas no geral de hábitos solitários, onde poucos indivíduos, levando em consideração a abelha Apis, habitam em um mesmo ninho. Não produzem mel em grande quantidade e nem o armazena da mesma forma que a abelha Ápis, e sendo este mel de qualidade inferior.

O nome Mamangava vem do Tupi Guarani “mamã’gab” (Mamangaba) e tem por significado “Vespa Desordenada”, provavelmente pela demora em posar nas flores, ficando as rodeando antes.

        Finalmente, é importante ressaltar que as mamangavas não polinizam apenas o maracujazeiro. Uma série de outras espécies vegetais de flores grandes, sejam elas cultivadas ou silvestres, dependem das mamangavas para reproduzirem ou apresentarem produtividade que tornem suas explorações agrícolas viáveis. Alguns exemplos importantes são:

Castanha do Pará (Bertholletia Excelsa)

Abóbora (Curcubita Moschata)

Algodão (Gossypium Spp)

Mucuna Preta (Stizolobium Doeringianum)

Urucum (Bixa Orellana)

Devido ao tamanho de algumas flores, apenas as mamangavas em seu tamanho avantajado em relação aos outros insetos polinizadores são capazes de fazer a polinização de forma eficiente.

“Foi estabelecido cientificamente que a mamangava não pode voar por ser relativamente grande e suas asas pequenas demais para poderem sustentar seu corpo no ar. Segundo as leis da aerodinâmica, ela simplesmente não poderia voar. Mas ninguém disse isso à mamangava, e assim, ela voa.”

Link informativo sobre a mamangava de cauda branca

http://abelhaprocurada.com.br/









Fonte:
Pesquisado o assunto em diversos sites na internet

Imagens:
Will Aflagal



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Breve Comentário

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Comecei com meus primeiros escritos por volta de 1988. Uma forma que encontrei para traduzir uma parte de meus pensamentos e sentimentos, pondo para fora assim algumas questões de meu coração. No decorrer dos anos, os pensamentos foram modelados e o coração domado, inserindo assim a cada sentimento e a cada pensamento um tom mais poético. Aproximadamente em 1999 comecei a trabalhar em uma história, que a partir de 2004 passei a chama-la de “Universo” devido à grande semelhança do universo com a mente humana. Ambos são infinitos e se conhece pouco sobre eles. Em 2008, 20 anos após meus primeiros versos, lancei na XX Bienal Internacional Do Livro De São Paulo a segunda parte da saga “Universo”, intitulada como Lais Stone. Neste blog procuro compartilhar um pouco do que escrevo, versos e pensamentos, e alguns registros em fotos. Obrigado pela visita, e seja bem-vindo a esta Galáxia.