quarta-feira, 16 de março de 2016

Assim Como Um Dia Que Se Finda





Sempre nos esforçamos para que as coisas que tanto amamos durem para sempre em nossas vidas. Mas, o que fazer quando as pessoas não nos dão o valor na mesma proporção em que damos a elas? Algumas coisas já nascem condenadas ao fim, e assim é um relacionamento onde um entra com todo amor e o outro apenas ocupa um lugar que se encontra reservado para um grande amor...








Acreditei que seria para sempre
Mas.... Não foi
Um Sol que brilharia por toda eternidade
Mas.... Que se apagou

Pensei que seria diferente nossa história
Mas se tornou igual a tantas outras
Jogada em qualquer lugar do tempo
Empoeirando, sujeita ao esquecimento

Algumas vezes olho para o passado
E todos os planos um dia feitos
E vejo no que o futuro se tornou

Todas as promessas feitas
Perderam sua validade
E toda sua razão para ser

Pois toda aquela força que vínhamos
Foi se esgotando pelo caminho
E não nos permitindo ir mais além que isto

Não digo que quem nos venceu foi o tempo
E nem vou enumerar a distancia
Como se fosse uma grande vilã

Na verdade, quando o amor se acaba
Pouco a pouco as cortinas se fecham
Em um espetáculo que se despede
Assim como um dia que se finda

Outra página lançada no passado
Outra história que ficará esquecida
Enquanto nos embrenhamos vida a dentro
Cheios de planos e decididos em direção a um futuro
Onde abandonamos um ao outro no passado

Porque quando o amor se acaba
Pouco a pouco as cortinas se fecham
Em um espetáculo que se despede

Assim como um dia que se finda




                                                    By Will Aflagal

Breve Comentário

Minha foto
Comecei com meus primeiros escritos por volta de 1988. Uma forma que encontrei para traduzir uma parte de meus pensamentos e sentimentos, pondo para fora assim algumas questões de meu coração. No decorrer dos anos, os pensamentos foram modelados e o coração domado, inserindo assim a cada sentimento e a cada pensamento um tom mais poético. Aproximadamente em 1999 comecei a trabalhar em uma história, que a partir de 2004 passei a chama-la de “Universo” devido à grande semelhança do universo com a mente humana. Ambos são infinitos e se conhece pouco sobre eles. Em 2008, 20 anos após meus primeiros versos, lancei na XX Bienal Internacional Do Livro De São Paulo a segunda parte da saga “Universo”, intitulada como Lais Stone. Neste blog procuro compartilhar um pouco do que escrevo, versos e pensamentos, e alguns registros em fotos. Obrigado pela visita, e seja bem-vindo a esta Galáxia.