sábado, 13 de agosto de 2016

Discernimento


Enquanto nos prendemos a ressentimentos
A vida segue levando coisas preciosas
E que não serão mais recuperadas
Se perderão junto com o tempo que vai
Em meio às tantas voltas do ponteiro
Que promovem o passar dos muitos dias

Um relógio jamais volta suas horas
E o próprio tempo não permite isto
E por mais que nos esforçamos
Recuperar um tempo perdido
E todas as coisas que se foram junto com ele
Se faz na lista dos impossíveis nos dias atuais

Não existe lucro em se viver de coração envenenado
Em constante contraste entre risos e lágrimas
Lagrimas que revelam a tormenta da alma
E risos sem a mínima expressão de paz

Tudo por viver pelo ódio
Aprisionando a alma em trevas
Enquanto a vida pede pela luz do amor
Para que tudo venha se tornar melhor

Quando o rancor domina
A vida se faz em torno de ressentimentos
Que não nos deixam ver as portas de saída
Existentes em um simples gesto de perdão

Em um gesto perdão há tanta liberdade
Que livra de correntes não apenas um
São chaves que libertam até quem aprisiona
O tornando livre do cárcere do ódio

Quando nas palavras há entendimento
O entendimento mostra como se agir
O entendimento ensina como se portar

Para que as mãos semeiem
E sabiamente os pés caminhem
Sem destruir o que se semeou
E colhendo do que se plantou

Pois a vida pede que se plante amor
E do amor plantado seja tanto o amor colhido

Para com este amor se fazer um mundo melhor




                                                    By Will Aflagal

Breve Comentário

Minha foto
Comecei com meus primeiros escritos por volta de 1988. Uma forma que encontrei para traduzir uma parte de meus pensamentos e sentimentos, pondo para fora assim algumas questões de meu coração. No decorrer dos anos, os pensamentos foram modelados e o coração domado, inserindo assim a cada sentimento e a cada pensamento um tom mais poético. Aproximadamente em 1999 comecei a trabalhar em uma história, que a partir de 2004 passei a chama-la de “Universo” devido à grande semelhança do universo com a mente humana. Ambos são infinitos e se conhece pouco sobre eles. Em 2008, 20 anos após meus primeiros versos, lancei na XX Bienal Internacional Do Livro De São Paulo a segunda parte da saga “Universo”, intitulada como Lais Stone. Neste blog procuro compartilhar um pouco do que escrevo, versos e pensamentos, e alguns registros em fotos. Obrigado pela visita, e seja bem-vindo a esta Galáxia.