Uma das
características dos trabalhos feitos em editoras independentes é a baixa
tiragem de cópias, e Lais Stone não é uma exceção dentro deste perfil. Foram confeccionados
apenas 100 exemplares contratuais, e não sendo uma tarefa fácil encontrar hoje exemplares
disponíveis no mercado.
Agora
não me lembro a quantia certa, mas se não me engano das 100 copias impressas fiquei
com 94 exemplares, 1 foi destinado para o acervo da Biblioteca Nacional e
outros 5 ficaram com a editora para estoque. Os que ficaram comigo vendi entre
amigos em um prazo de 2 meses aproximadamente, não foquei em valores, abrindo
mão do retorno do valor investido. Optei pela divulgação, passando cada
exemplar por valores que variaram entre 20 a 10 reais.
Meu
desejo era prosseguir com outros lançamentos de imediato, mas não dispunha dos
valores, já que não foquei em retorno naquele momento, e também de certo modo não
me sentia seguro em questão da consistência do material que tinha até o momento,
precisava ao meu ver de muitos ajustes ainda, justamente por obedecer uma ordem
cronológica, pois a trama segue uma ordem cronológica e precisa estar perfeita,
sem atropelamentos de datas.
Quase um
ano havia se passado desde o lançamento, e 2009 foi um ano de desafios, mas
fugi de todos.... Aconteceu também de ter o pen drive contendo o arquivo de todas
as estórias escritas até então subtraído. Estava finalizando “Guerra”, a quarta
estória e não havia outra cópia de segurança. Ali fiquei sem saber o que fazer,
pois meu conhecimento em informática era pouca coisa a mais que zero na época,
então conversando com um amigo me falou sobre um programa recuperador de
arquivos deletados, e passando o programa no meu computador, consegui recuperar
as estórias, mas as poesias se perderam todas. Sim! Elas também estavam no pen
drive. Não muito tempo após este episódio, a T+8 deixa de existir, e eles eram
uma boa parte do chão firme que eu caminhava, então meio sem saber uma forma
para continuar, decido apenas gerar o conteúdo das estórias, e esperar por um
outro momento para voltar com as publicações... Mas nem imaginava quando seria
este momento.
A
estória Lais Stone em si a vejo como algo complexo em sua narrativa e
consequentemente em sua compreensão. Na época estava eufórico por lançar o
livro, mas com o livro pronto, a estória não era mais algo fechado a mim,
estava aberto a outras pessoas e inevitavelmente viriam críticas e opiniões, e
estes questionamentos me fizeram ver outras coisas que a mim eram invisíveis. Um
exemplo, eu conheço a estória toda, em todas as suas partes, mas o leitor vai
montar um quebra cabeça livro a livro até ter toda a trama em mãos, e Lais
Stone se dá após uma sequência eventos drásticos na vida de William Paes em sua
caminhada no F.B.I, e traz alguns assuntos que o leitor nem imagina de onde
surgiu, como por exemplo o propósito das mil bolinhas, e apesar de procurar
fazer cada estória começar e finalizar em cada livro, por se tratar da mesma
estória e feita em ordem cronológica sempre haverá resquícios de um livro em
algum outro.
A alma
da estória Lais Stone fala de um momento delicado, onde William procura se
recuperar de uma decepção amorosa, e busca se acertar dentro do F.B., mas
devido a eventos acontecidos na primeira parte da trama, é feito um esquema
para lhe tirar a vida, que apenas não teve êxito devido a acordos mal
costurados entre Lais Stone, a vilã heroína, Otto Stelsen, diretor do F.B.I e
Samuel Wolthers, um político que o povo ama, mas que vive de sujeiras sem que
saibam.
A partir
de Lais Stone, William se dá conta de como as coisas realmente funcionam nos
bastidores, e compreende que sua maior luta é pela própria sobrevivência,
estando disposto a dar tudo o que tem pela manutenção de sua honra, e mais duas
ou três estórias adiante, adiciona- se ao ingrediente o orgulho.
Lais
Stone tem dentro do livro um anexo chamado “Envelope Lacrado”, onde é feito um
relato de William Paes sobre um trabalho feito por ele secretamente ao F.B.I. A ideia original era o livro não ter este
anexo, mas serviu para o deixar com um pouco mais de páginas.
A
novidade:
Lais
Stone está sendo reescrito com o nome “ Verdades e Mentiras Guardadas Entre os
Segredos”.
Esta bem
mais rico em detalhes, descomplicado ao entendimento, e com a ideia de ser
feito em dois volumes, trazendo à discussão, a história de Lais Stone.
Envelope
lacrado não vai mais fazer parte da trama, mas vai continuar existindo, e uma
das possibilidades é que em algum momento ele chegue a casa de quem adquirir
“Verdades e Mentiras” pelo correio com o escrito "Confidencial" impresso. Também penso
em fazer uma serie limitada e envelope lacrado de forma física fazer parte
apenas desta série limitada....
...Quem
sabe...
As
ideias são muitas!
Obrigado
por acompanhar mais este relato
Um
abraço e o carinho
Will
Aflagal
Nos
encontramos na próxima postagem