quarta-feira, 19 de outubro de 2022

04 - Lançamento Lais Stone

                                          Convite lançamento livro Lais Stone


 

No dia 24 de agosto de 2008, as 21:00 horas lançava meu primeiro livro, Lais Stone, durante a XX Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Até hoje, não sou muito fã de lançamentos. A experiência não me foi muito boa, e como um marinheiro de primeira viagem, tive que aprender algumas coisas.

A bienal foi do dia 17 ao dia 24 de agosto de 2008, mas deixei meu lançamento para o ultimo dia e no ultimo horário, acreditando que todos deixariam para visitar a bienal na última hora, e apostando que as nove da noite o pavilhão ainda estaria cheio.

A expectativa não foi igual a realidade. No momento do lançamento não tinha mais ninguém lá! Apenas eu e a Mariana...  Estava praticamente vazio, e acredito que a Mariana se compadeceu da situação e comprou um livro para me animar um pouco mais.

No geral, o evento em si foi bom, estava lá desde as 13:00 horas e mesmo com o erro gritante de minha estratégia, só de estar ali me alegrava a alma. No fim, ainda tive que voltar para casa com uma caixa de livros nas mãos, se não me engano, 50 exemplares que acreditei que seriam todos vendidos, mas....

A tiragem que havia sido encomendada foi de 100 exemplares, e pensando melhor aqui, a bienal acabava as 22:00 horas, e no horário que eu sabiamente marquei o lançamento, a Mariana sabia que seria perca de tempo levar todo material.

Contudo, o saldo daquele dia a mim foi positivo, mesmo tendo que andar quase 3 quilômetros com aquele peso até em casa, de madrugada. Na verdade, os dois próximos meses subsequentes a bienal me foram dias de reflexão, pois pude entender que estava adentrando um outro mundo, e que Lais Stone nada mais era que um simples passo entre muitos outros que ainda precisariam ser dados nesta caminhada.

 

Vamos a batalha, e obrigado por me acompanhar em mais esta narrativa.  

Um abraço e o carinho

 

Will Aflagal

03 - Publicação Independente

 
Capa sugerida para Lais Stone pela editora T+8

                                      
 

A pergunta é:

Realmente compensa investir de forma independente na produção de um livro?

Se formos questionar um a um que seguiram por este caminho, devido a expectativa gerada, alguns responderão que sim, outros, que não. Mas em tudo, a diferença é fazermos as coisas com os pés no chão, pois não estamos diante a receita do enriquecimento rápido, e outra, brasileiro não possui o habito da leitura, alguns até costumam fazer a brincadeira diante um texto mais longo, dizendo que irão esperar virar um filme.... Provavelmente para dormir diante a tela.

A quem está começando, e tem planos de lançar seu primeiro livro e optou pela forma independente, parabenizo pela iniciativa, e já adianto que no meu ponto de vista compensa o investimento, primeiramente visto do lado da realização pessoal, e outra, está deixando um trabalho que falará de você para suas gerações futuras, ainda que não alcance os degraus desejados.

Quando lancei Lais Stone o preço do exemplar estava por 20 reais, eu ouvi alguns dizerem que por 20 reais comprariam o Paulo Coelho. No ambiente literário quem está começando acaba sendo um desconhecido entre estrelas de uma magnitude bem maior, e que acabam os ofuscando, e é o dia a dia e sua perseverança que vai permitir você seguir adiante, pois existem momentos onde apenas o querer não significa nada, e o lucro é o seu material no mercado. Cometi erros a perder de vista na minha caminhada, e aprendi muito com estes erros, por conta da insegurança fiz uma pausa de 10 anos onde pensei seriamente em jogar a toalha, pois existe uma guerra onde os que não acreditam em você muitas vezes gritam mais alto do que os que acreditam, e não faltaram estes tipos de pedra pelo caminho. Hoje entendo que esta pausa foi necessária para a estória amadurecer, eu conhecer melhor os personagens da trama, criar mais conteúdo e ao ler a estória, ela me soar no mínimo aceitável.

Percorri a maior parte desta trilha sozinho e recorri a muitas matérias na internet com os mais variados conteúdos e conselhos na busca de me acertar. Também acreditei em promessas de quem apenas quer se aproveitar do desejo de uma pessoa em publicar seu trabalho, não trazendo em si o mínimo respeito pelo próximo.

Mas agradeço pelas pessoas que pelas pessoas que participaram do processo de cada um de meus trabalhos e permitiram destas frações de um sonho se tornarem realidade. Tudo é na base do esforço! 

O que busco deixar como certo aqui é que cada um tem seu tempo. Não se apresse nos seus passos, caminhe com segurança pois cada um tem sua trajetória e o determinante, não é a velocidade, mas a forma como você escreve a sua própria história.  

 Trabalhando, no momento certo cada coisa acontece. Tenha isto em você.

 

Obrigado por ter acompanhado até aqui, mais uma vez agradeço.


Forte abraço

Will Aflagal

 

 

02 - Preparação Material Lais Stone


 

Juntar o material não foi fácil, devido a sua grande quantidade. A digitalização me deu uma possibilidade que demandaria enorme mão de obra sem ela: Mexer nos escritos de forma simples e modifica-los sempre que achasse por bem, sem mencionar o ganho de espaço físico.

A releitura dos contos policiais me permitiu extrair deles três estórias:

“Identidade”, “Lais Stone” e “Passado, Presente & Futuro”. Esta última mencionaremos bem mais adiante.

A ideia de fazer o livro já era certa, mas muitas incertezas rondavam a mente, somadas a insegurança que tentava me brecar, me pondo a pensar que apenas estaria perdendo tempo neste sentido. Mas, procurei mesmo diante a insegurança dar o primeiro passo, que não foi fácil, até mesmo na hora de escolher a estória a ser lançada, já que a lógica seria começar pelo começo, mas a primeira parte da estória sendo muito complexa e composta por três volumes, "Identidade", se tornou inviável no momento, pois precisava ser mais trabalhada, e o que eu tinha de momento, mesmo não me agradando muito devido ao meu ver ser de uma compreensão mais complicada era Lais Stone.

Àquela altura, como não queria deixar passar a oportunidade de fazer o livro, passou pela mente fazer um livro de poesias mesmo, mas não era o que eu queria naquele momento, já que a preferência, até mesmo pelo meu empenho no andamento da estória era trabalhar com o romance policial, pois tinha todo esboço da trama em mente e já tinha iniciado o rascunho de outras duas partes.

Com a estória a ser trabalhada separada, comecei a procurar por editoras, sem conhecimento nenhum de como as coisas funcionavam, tentei algumas grandes, (quem não deseja cair na graça de uma destas?) e após pesquisar, e entender que editoras tem seus segmentos editoriais e cair na real que quem está começando, vai começar por baixo, resolvi arcar com os custos da produção.

Entrei em contato com algumas independentes e tive o retorno da editora T+8 poucos dias após. Sendo honesto, a única que me respondeu. Então, enviei meus originais, imaginado um milhão de coisas, mas procurando manter os pés no chão.

 Tive o suporte da editora dentro do esperado, sempre em contato comigo durante a produção, Mariana Volpi e Tati Berlim me deram toda liberdade e suporte que necessitei na produção do livro. 

Na capa, a arte de Cristiano Zoucas, em cima de um desenho que enviei, deixou o livro perfeitamente como imaginei. Quando de posse do exemplar, eu olhava para ele em minhas mãos e ficava repetindo na mente:

- Está pronto.... Não posso mais parar. Quem adquirir vai querer saber os rumos da estória. Preciso escrever até a última linha...

O livro foi lançado durante a XX Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Tenho o lançar do meu primeiro livro como um evento, e o participar da feira como um bônus, e disto aprendi algumas lições.

 

Agradeço por ter acompanhado até aqui. Na próxima postagem continuamos a falar sobre este lançamento.

 

Abraço,

 

Will Aflagal